Oficiais militares anunciam na TV estatal da Guiné-Bissau a criação do “Alto Comando Militar para a Restauração da Ordem” e a tomada de poder “até novo aviso”.

Militares assumem o poder na Guiné-Bissau e mergulham o país em nova crise pós-eleitoral

27/11/2025 Santos 0

A crise na Guiné-Bissau começou após as eleições de 23 de novembro, quando tanto o presidente Umaro Sissoco Embaló quanto o opositor Fernando Dias passaram a reivindicar a vitória. Em meio ao impasse, os militares anunciaram na TV que assumiram o “comando total” do país, criaram o Alto Comando Militar para a Restauração da Ordem, suspenderam o processo eleitoral, fecharam fronteiras e restringiram a imprensa, alegando defender a segurança nacional.

Líder da oposição Fernando Dias, candidato à presidência da Guiné-Bissau, durante entrevista em Bissau em novembro de 2025.

Guiné-Bissau vai às urnas em eleição decisiva marcada por tensão política e promessa de estabilidade

25/11/2025 Santos 0

A eleição presidencial de 2025 na Guiné-Bissau ocorre em um cenário de forte instabilidade política, marcado por golpes, dissoluções de parlamento e disputas pela legitimidade do poder. O presidente Umaro Sissoco Embaló tenta um segundo mandato em meio a acusações de autoritarismo, enquanto a oposição, fragmentada, tenta se unir em torno de um candidato capaz de representar uma alternativa. A votação transcorreu de forma relativamente calma, mas a fase de contagem de votos é vista como o momento mais delicado, com risco de contestação dos resultados e influência das Forças Armadas. Mais do que a vitória de um candidato específico, o que está em jogo é a capacidade do país de consolidar instituições estáveis, reduzir o ciclo de crises e oferecer respostas concretas à população, que enfrenta pobreza, serviços públicos frágeis e falta de perspectivas.