A eleição presidencial de 2025 na Guiné-Bissau ocorre em um cenário de forte instabilidade política, marcado por golpes, dissoluções de parlamento e disputas pela legitimidade do poder. O presidente Umaro Sissoco Embaló tenta um segundo mandato em meio a acusações de autoritarismo, enquanto a oposição, fragmentada, tenta se unir em torno de um candidato capaz de representar uma alternativa. A votação transcorreu de forma relativamente calma, mas a fase de contagem de votos é vista como o momento mais delicado, com risco de contestação dos resultados e influência das Forças Armadas. Mais do que a vitória de um candidato específico, o que está em jogo é a capacidade do país de consolidar instituições estáveis, reduzir o ciclo de crises e oferecer respostas concretas à população, que enfrenta pobreza, serviços públicos frágeis e falta de perspectivas.